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sábado, 16 de julho de 2011

Sarah Rayanne






Ante a tudo que houve, tenho a complacência de dizer que hoje sou feliz.

Definir-me com palavras complicadas e de vocábulos difíceis seria talvez, o carreto a se fazer... Pois esta a quem vos fala, não é alguém de fácil entendimento, que podes decodificar numa ou duas linhas. É mais complexo do que se imagina.
Grita, entra na batalha de frente sem pestanejar, sem medo de se ferir e morrer, guerreira de muitos corações, que suprime emoções inimagináveis.
A medrosa que não deixa transparecer, que se desmancha em lágrimas sem medo de se afogar, incerta como o sol a cada manhã,
Palavra que cria frases indefinidas, num necessitar de dicionário.
Dura quanto um marshmallow, e saborosa quanto água em meio ao deserto, Oasis.
Palavra no sentido figurativo, o abstrato das cores transparentes, o pesar de uma mão ao fazer carinho, a firmeza de um murro no rosto.
Sabedoria de quem sabe pouco, e sorriso frugal de quem é feliz com o simples. Inocente na frente de mentes pérfidas, porém, capaz de esquecer qualquer inocência para se defender e defender quem ama.
Fabricada aqui no Brasil mesmo, não veio com o manual, e aqueles, os quais tentam me decodificar desistem, ou, insistem muito (esses são poucos). Mas no final, não definem uma vírgula se quer, pois uma vírgula na verdade, não é nem uma vírgula do que sou. 

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